segunda-feira, 20 de maio de 2013

Como lidar com pessoas chatas


Entrevista cedida pela psicóloga Estela Noronha à jornalista Angela Tessine - Revista Vida Natural


pessoas chatasDe todos os tipos de "chatices" as piores são aquelas recheadas de criticas, vamos aprender a lidar com esse tipo de pessoas:

1.Quais os tipos de críticos?

Psicóloga: Existem dois tipos de críticos. Aqueles que criticam por criticar e os críticos analíticos. Os primeiros são aqueles "chatos", que sentem certo prazer em fazer o papel do contrário, de ser aversivo. São aqueles que não veem no objeto criticado nenhum aspecto positivo. E existem aqueles que fazem uma análise mais profunda, mais qualitativa do objeto analisado. Sabem apontar tanto os aspectos negativos, quanto os positivos da questão. A boa crítica sempre agrega valor. Ambos trazem no perfil psicológico a busca do perfeccionismo nas condutas, primeiro consigo e depois com o mundo.


2.Porque as pessoas sentem necessidade de criticar os outros? Quem “ataca”, ataca para se defender?

Psicóloga : Existe o ditado que diz que o ataque é a melhor defesa. A crítica pode ser um ataque, quando ela é, na maioria das vezes, depreciativa. A necessidade de criticar os outros sinaliza, na verdade, e no caso acima, uma reação ao conjunto de valores que pode estar em cheque. Por outro lado, nós aprendemos desde cedo o que é “certo” e o que é “errado” e não raramente o usamos como critérios de julgamento, que pode ser expresso através de uma crítica. Por exemplo: Quem fuma está se prejudicando, eu não quero fumar porque fará mal a minha saúde.

3. O que esse comportamento esconde por parte de quem critica? (insegurança, arrogância...)

Psicóloga : Quem critica por criticar, por costume, pode estar escondendo através da arrogância e da prepotência a sua própria insegurança, suas falibilidades. Quando somos mais flexíveis com a imperfeição do outro, automaticamente somos menos críticos, porque temos um olhar mais "ameno" e "sábio", portanto, mais tolerante para o mundo e suas “falhas”.


4.Existe critica construtiva? Existe algum tipo de crítica que possa provocar mudanças no outro?

Psicóloga : Claro que existe. E muitas vezes nós pedimos por isso. Por exemplo, quando você está escrevendo um trabalho científico e está em dúvida quanto ao seu conteúdo, é natural que peça a alguém mais capacitado que leia e lhe faça uma devolutiva. O que é isso senão um pedido voluntário de crítica. Crítica para destruir? Não, crítica para apontar os pontos altos e baixos, no intuito de melhorar seu desempenho. E mais, pelo viés da filosofia analítica a pressuposição do diálogo comtempla, necessariamente, a crítica. É o saber ouvir, para saber falar.

5.O que a critica construtiva esconde, ou seja, qual a intenção de fundo de quem a faz? Porque quem critica quer mudar os outros?

Psicóloga : Se partirmos do pressuposto que nem toda crítica é negativa, com intenção de aniquilamento do objeto, a crítica construtiva é a busca da razão. Lembrando que, muitas vezes essa “razão” pode se traduzir em um ideal a ser perseguido, sempre, porém jamais alcançado.


6.O crítico é um polêmico? Crítica , intolerância e polência estão relacionadas?

Psicóloga : Depende de que espécie de crítico estamos falando. O analítico, como dissemos,está em busca da razão sobre o objeto criticado. Aquele que critica por criticar gosta de apontar somente os erros, a falibilidade alheia, nem sempre usa a razão como instrumento, gerando polêmicas por causa disso. São críticas superficiais, pouco embasadas e cheias de vieses.

7.E na  auto-crítica? O mecanismo é o mesmo?

Psicóloga : Aquele que muito critica é feroz juiz de si mesmo. Porém, se ele é um crítico “rabugento” e intransigente ou um analítico profundo de seus atos, depende da sua personalidade e do seu grau de desenvolvimento pessoal. Sem querer dar nenhum aspecto religioso, mas ser tolerante, saber perdoar e ter um olhar mais “suave” para a vida, denota um maior grau de maturidade e desenvolvimento para quem o possui.

8.Porque geralmente quem recebe a crítica sente-se tão abalado? Tem a ver com auto-estima?

Psicóloga : Sente-se abalado, quando não possui boa auto-estisma. A auto-estima é o juízo que cada pessoa tem do seu próprio valor e mostra o quanto a pessoa sabe valorizar os seus atributos e as suas qualidades. Pessoas com boa auto-estima controlam o seu comportamento, esperam sucesso, têm tolerância a crítica e às frustrações. Reconhecem seus pontos fortes e fracos, adoram aprender coisas novas e têm prazer em viver.


9.Algum conselho para lidar com as críticas? ou Como se defender das críticas (ou como não ser atingido por elas)?

Psicóloga : Se a crítica vier camuflada de ofensas pessoais, identifique o núcleo da questão, do objeto criticado, responda e despreze o resto. Geralmente uma resposta mais agressiva é o que a outra parte espera. Mantenha o diálogo. Uma dica importante para quem recebe uma crítica pessoal: quem o critica, na verdade está evidenciando aquilo que ele quer mais esconder, suas próprias imperfeições. É uma relação projetiva onde o outro faz de você, o próprio espelho. E mais, ninguém consegue controlar a neurose do outro. Identifique-o e o ignore solenemente. Agora, quando as críticas são positivas, digamos assim, só nos resta o agradecimento e o regozijo.

De toda forma você não vai mudar as pessoas a sua volta, mas pode se fortalecer e não permitir que estas pessoas abalem sua confiança e auto-estima.
Se  você estiver com dificuldades em lidar sozinho com as pessoas difíceis da sua vida, conte conosco para uma orientação. Clique abaixo e agende um horário com um de nossos psicólogos.

O casamento acabou?




Entrevista cedida pela psicóloga Marisa de Abreu para o site Nós Mulheres


Você sabe identificar quando seu relacionamento chegou ao fim?



1) Quando se identifica que um casamento chegou ao fim?

Psicóloga: Quando acaba de vez a possibilidade de dialogo. Quando o dialogo é substituído pela agressão. Quando não há mais empatia, ou seja um não consegue perceber o sentimento do outro, ele pode conseguir nomear, dizer que o outro sente raiva ou solidão, mas não se comove, este sofrimento não o mobiliza. Quando um dos dois já estiver envolvido emocional e romanticamente com outra pessoa e o único sentimento que mantém pelo antigo par é de dó.

2) Até que ponto dá para lutar por um relacionamento estável e qual é o momento de desistir?

Psicóloga: Enquanto um perceber que o amor do outro pode ser resgatado, mesmo que em pequenos momentos, há alguma esperança de que o dialogo volte a acontecer com intenção de reconciliação.

3) Existem casamentos perfeitos?

Psicóloga: Existem pessoas que acreditam que seus casamentos sejam perfeitos, não são, mas mesmo assim estes casamentos podem ser eternos pois a fantasia é um alimento muito mais poderoso do que a realidade. Para manter-se ao lado de alguém por toda uma vida é preciso de algo mágico, pois a realidade é bastante dura e quanto mais focamos nesta dureza menos temos vontade de continuar.

4) Quais hábitos do dia a dia podem tornar um casamento divertido e saudável?

Psicóloga: Novidades!  Nunca deixe cair na rotina. Não precisa de nada sensacional todos os dias, pimenta demais também enjoa, mas buscar novas conversas, novos passeios, novos interesses. Teste novas comidas, mesmo que dê errado e ninguém aprecie o novo sabor, ainda assim foi mais interessante do manter o velho conhecido. Tente novos estilos de roupa.

5) Por que dizem que os filhos atrapalham a relação?

Psicóloga: Filhos demandam muita atenção e energia. É preciso muita maturidade para que o filho agregue. Não é fácil impor todo um esforço para que o filho pare de jogar comida na parede e em seguida sorrir agradavelmente a parceiro.


Entrevista cedida pela psicóloga Marisa de Abreu – Obstáculos do  Casamento
Repórter Ivanilde Sitta – Revista Coop


1- Quais os principais obstáculos que acabam com um casamento?

Psicóloga: A falta de comprometimento. Falta de consciência de que casar é se unir a uma pessoa que teve uma historia de vida diferente da sua, que mesmo que  tenha a maioria dos valores que você tem ainda terá seus próprios  valores. O comprometimento será visível quando cada parte reconhece que esta união é importante para a estrutura de vida de cada um e que merece muito esforço para que continue de forma harmoniosa. Entender que casamento não serve para resolver a vida de uma das partes, mas para complementar e trabalhar pelo bem desta família. Entender que casamento não deve funcionar no sentido de “me dê, me ajude, faça por mim” e sim funcionar no sentido de “vamos fazer juntos, pensar juntos e definir o que é importante para todos mesmo que eu tenha que abrir mão de algum objetivo mais egoísta”.

2- Na sua opinião, o casamento hoje em dia está sendo encarado pelos parceiros com algo descartável? Ou seja, se não der certo, separa e casa com outro?

Psicóloga: Não. Ainda acredito que a maioria das pessoas casam com a expectativa de que vá dar certo, ou seja, que continuará por toda vida e que esta nova família será a família definitiva. Pode ser que uma minoria tenha o pensamento do casamento descartável mas acredito que seja mais por auto defesa, ou seja, se não der certo ele se defendo dizendo que não pretendia ficar muito tempo casado mesmo – é uma forma de não assumir responsabilidade pelo que  deu errado.
Mas não devemos negar que a possibilidade de separar e casar com outra pessoa para corrigir um erro de avaliação ao se unir a 1ª pessoa é algo recente e positivo (na minha infância ainda ouvia-se falar do casamento eterno mesmo que com sofrimento). A possibilidade de separação ajuda as pessoas a colaborarem mais para um casamento melhor, pois o medo de perder faz a pessoa pensar em formas de não perder.

Alcoolismo



alcoolismo

Entrevista cedida pela psicóloga  Marisa Graziela Marques Morais para a revista do Santuário de Nossa Senhora Aparecida


1 – O que é Alcoolismo?

Psicóloga: A dependência constitui-se basicamente numa relação alterada entre o usuário e o seu modo de consumo de uma substância psicoativa. O alcoolismo, especificamente, é uma doença crônica do cérebro com características de comportamento compulsivo e tendências a recaídas.

2 – Principais Sintomas do alcoolismo


Psicóloga: ABUSO X DEPENDÊNCIA

É importante diferenciar o consumo abusivo do álcool, de quadros de Dependência, pois o tratamento é totalmente diferente.
Para fazer o diagnóstico de uso problemático do álcool, basta fazer as perguntas do questionário CAGE (a seguir).
a) Alguma vez você sentiu que deveria diminuir a quantidade de bebida ou parar de beber?
b) As pessoas o aborrecem porque criticam seu modo de beber?
c) Você se sente culpado ou chateado consigo mesmo pela maneira com que costuma beber?
d) Você costuma beber pela manhã para diminuir o nervosismo ou a ressaca?
Uma pontuação positiva de um ou dois itens é considerada clinicamente significativa

Já o Diagnóstico de Alcoolismo deve ser feito quando preenchidos pelo menos 3 dos critérios a seguir, pensando-se sempre nos últimos 12 meses:

- TOLERÂNCIA ; necessidade de quantidades cada vez maiores de álcool.
- ABSTINÊNCIA ; sintomas físicos e psíquicos que aparecem quando o consumo é reduzido ou retirado, por exemplo, tremores, irritabilidade, sudorese, aumento da Pressão Arterial, etc.
COMPULSÃO; desejo incontrolável de beber. A pessoa imagina-se incapaz de ficar em abstinência.
ALÍVIO OU EVITAÇÃO DA ABSTINÊNCIA PELO AUMENTO DO CONSUMO DE BEBIDAS; a pessoa passa a beber preventivamente para evitar os sintomas da abstinência, acima descritos.
RELEVÂCIA DO CONSUMO; beber torna-se prioridade.
ESTREITAMENTO OU EMPOBRECIMENTO DO REPERTÓRIO; à medida que o alcoolismo avança o consumo passa a ocorrer em locais inapropriados como por exemplo no local de trabalho.
REINSTALAÇÃO DA SÍNDROME DA DEPENDÊNCIA;  Desejo ou esforços malsucedidos no sentido de reduzir ou controlar o uso da substância.

3- Ter necessidade de beber todos os finais de semana pode ser indício de alcoolismo?


Psicóloga: Sim. Ao longo da vida cada um desenvolve um PADRÃO particular de consumo de álcool. Assim, ainda que seja so aos finais de semana podemos ter indícios de alcoolismo.

4 _ O alcoolismo é um tipo de dependência química? Por quê?

Psicóloga: Sim, embora se trate de uma droga lícita, (estocamos em nossas próprias casas) altera o funcionamento normal do cérebro, assim o que muda é o tipo de droga, (lícita ou ilícita) mas o diagnóstico, evolução e tratamento é igual ao de qualquer droga.

5 – O alcoolismo tem cura?


Psicóloga: Não. Como toda a dependência química, é uma doença crônica, insidiosa (retorna a qualquer tempo) e fatal (leva à morte). Contudo é uma doença EVITÁVEL e que pode ter controle. Este controle é de inteira responsabilidade do paciente. Nem o médico, psicólogo ou família tem a capacidade de controlar a doença.

6 – Quais os principais tratamento para o alcoolismo


Psicóloga: Com o advento da pesquisa cientifica, vários tipos de tratamento se encontram hoje disponíveis para os pacientes.
A SINAPSE, oferece o que há de mais moderno em termos de técnicas terapêuticas e modelos de tratamento;

Tratamento ambulatorial ; indicado para aquele paciente que tem crítica quando à sua dependência, os prejuízos ainda não são graves e este aceita o tratamento.

Internação voluntária ; o paciente pede ajuda pois percebe que perdeu o controle sobre o beber.

Internação involuntária; O indivíduo perdeu o controle sobre sua vida e suas escolhas.
Tratamento assumido pela família e médico psiquiatra. Indicado para paciente com sintomas graves, sua vida já está em risco de morte.

Tratamento Familiar ; a família desenvolve, concomitantemente uma síndrome denominada co-dependência. O paciente bebe mas à sua volta todos os familiares adoecem junto. Por isto chamamos o alcoolismo de doença familiar. Assim, para um tratamento mais eficiênte é necessários que a família também entre em tratamento.


8) Quanto tempo dura o tratamento?


Psicóloga: A duração do tratamento está diretamente relacionada com o diagnóstico, gravidade do alcoolismo e evolução do paciente. De modo geral o tratamento é para um longo período, modificando-se a modalidade, conforme a evolução ou gravidade.
Por ser uma doença crônica o paciente após alcançar a abstinência deve passar para um programa de manutenção desta abstinência, que deverá ser planejada por profissional competente. Assim, dependendo do paciente poderá ser encaminhado para continuidade em psicoterapia, farmacoterapia, acompanhamento com médico psiquiatra e ou Grupo de Anônimos. No geral o recomendado é uma combinação destas modalidades por período superior a 3 anos.

9 – É fundamental que o Dependente Quimico esteja disposto a se tratar?


Psicóloga: Não. O paciente evolui em estágios de motivação. Temos aqueles que não cogitam a mudança, estágio conhecido como negação. Outros podem reconhecer que podem vir a ter problemas com o seu consumo, mas ainda assim valorizam os benefícios que têm com o consumo de bebidas alcoólicas.
No geral, a grande maioria dos pacientes passa pela fase de ambivalência, situação onde os prós e contras sobre a idéia de beber e a abstinência vêm à tona o tempo todo. O paciente quer e não quer se tratar, ao mesmo tempo. Aqui cabe à família e profissionais da saúde motivarem o paciente para o tratamento.

11- Pessoas carentes e o acesso ao tratamento


Psicóloga: A Dependência Química tornou-se uma preocupação da saúde pública, no Brasil e no mundo. Com isto tanto as instituições governamentais como diversas Ongs e instituições religiosas vêm democratizando o tratamento. O acesso é bem mais facilitado, se comparado à alguns anos atrás. Penso que o importante é que a sociedade se mantenha atento às qualificações dos profissionais destas organizações. Não basta dar acesso a tratamento mas fiscalizar e tratar pacientes e familiares com respeito e competência.

Ciúmes faz bem?



Entrevista cedida pela psicóloga Alessandra Torres para Jornalismo Nós Mulheres
(igual que diana respondeu)
Ciúmes faz bem?
1- Como identificar se o ciúmes está afetando a relação?
O ciúmes existe em uma forma universal. Todo mundo tem ciúmes já que o mesmo tem a ver com um sentimento de preservação de algo. O ciúmes é uma reação despertada por uma ameaça percebida – real ou imaginária- de perda do parceiro ou perda do seu  afeto e/ou atenção.
Para algumas pessoas a relação tem que ter um pouco de ciúmes, pois é um sinal de que há amor, zelo pelo relacionamento e a sua ausência é sinal de falta de amor, de falta de interesse pelo relacionamento.
Devemos tomar cuidado para distinguir o ciúmes normal do ciúmes patológico. O normal decorre de uma ameaça real de perda, de traição, enquanto o ciúmes patológico se baseia em evidencias fictícias, ou seja, mesmo sem nenhuma ameaça real.
O ciúmes afeta a relação quando ele está excessivo e quando não há motivos reais para tê-lo, isso causa um desgaste na relação, pois as suspeitas do uma pessoas são infundadas para a outra.
A perda da individualidade do casal, da vida social de ambos ou de uma das partes são indícios que o ciúme existe e que está afetando a relação. Com o decorrer do tempo, há a possibilidade de ocorrer um desgaste entre o casal, pois eles passam a não se reconhecerem como pessoas individuais, passam a maior parte do tempo juntos não reconhecendo as suas próprias vontades.
Esse modo de viver do casal ocorre por alguns motivos: porque o parceiro tem ciúme e o outro para não contrariar topa deixar de fazer o que fazia;  também porque o parceiro já teve uma história de traição ou já deu motivos de desconfiança, ou no caso do ciúme irreal, o ciumento tem uma insegurança e uma estima baixa acarretando na anulação da vida particular de ambos.
Os comportamentos que a pessoa com ciúmes real ou irreal tem como questionar saídas, inspecionar roupas, carteira, seguir o parceiro e sempre demonstrar desconfiança são sinais que o ciúmes está em excesso tendo consequências negativas como brigas, perda do desejo sexual afastamento progressivo do casal e separação .
2- O ciúmes faz bem a relação? Por quê?
O ciúmes pode significar um estado de preservação de algo que se tem, deseja e tem medo de perder. Esse medo de perder faz com que agimos de modo a controlar para que não possamos perder de vista, para sempre ver o que está acontecendo. Quando há uma queixa de ciúmes em um relacionamento isto quer dizer que o ciumento não apenas sente o ciúmes, ele age em função desse sentimento. Age de uma maneira impulsiva e então há um problema.
O ciúmes é um sentimento e sentimentos são feitos para sentir e é benéfico quando trazem algo de produtivo para a relação, mas nem sempre isso acontece. O ciumento nem sempre tem esse limite e então há um problema, fazendo com que o ciúmes não seja bom.
Dessa maneira, o ciúmes não é saudável, o que é faz bem para uma relação é o zelo, a preocupação e o respeito entre o casal. Conseguir ver  que a pessoas que está ao seu lado tem o entendimento das necessidade e de suas individualidade proporciona um sentimento de bem estar, de sentir-se amado e protegido pelo outro.
O medo de perder apenas existe se o relacionamento do casal não está bem, ou se alguém não dá o seu cem por cento que acha que deveria dar para a pessoa que escolheu estar junto.
Não é necessário ter ciúmes para provar nem para sentir que ama ou que é amado pelo parceiro, ter ciúmes é se comportar de acordo com o medo de perder e isto no caso do relacionamento sempre acabará em privação, insatisfação e brigas.
3- Quais as dicas pra quem tem ciúmes excessivo mudar e tornar a relação mais saudável?
O ciúmes existe, a questão é como você se comporta diante desse sentimento. Se você sente ciúmes e tem algumas reações como aperto no peito, palpitação e imaginação de traição ou algo do gênero o ciúmes está de uma maneira exagerada.
Observar as reações do seu parceiro, conversar para saber  se esse sentimento dentro de você tem fundamento, é uma dica para tentar resolver uma situação que ocorre e que  de repente  a outra pessoa nem imagina. Juntos de uma maneira sensata e coerente o diálogo e o respeito fazem com que a situação se esclareça tornando a relação saudável evitando brigas e interrogatórios desnecessários. Mostrando dessa forma para seu parceiro que se preocupa com a relação e que confia nele e sente segurança para conversar sobre o incômodo que está sentindo sem desgastar o relacionamento.
4- Há algum tipo de tratamento para quem tem ciúmes em excesso?
Se além da observação e dos diálogos com o parceiro esse ciúme se tornar um sofrimento, prejudicial para o casal é importante a conscientização de ajuda terapêutica. A terapia configura para a pessoa que sente o ciúmes e/ou para o casal com métodos de aumento da auto –estima, melhorando as relações interpessoais e as habilidades sociais do parceiro. Em caso de excessos, o trabalho vai em direção aos pensamentos obsessivos de traição e de posse do ciumentos podendo ocorrer o manejo de remédios psiquiátricos.

Entrevista cedida pela psicóloga Alessandra Torre s para Jornalismo Nós Mulheres

1- Como identificar se o ciúmes está afetando a relação?

Psicóloga : O ciúmes existe em uma forma universal. Todo mundo tem ciúmes já que o mesmo tem a ver com um sentimento de preservação de algo. O ciúmes é uma reação despertada por uma ameaça percebida – real ou imaginária- de perda do parceiro ou perda do seu  afeto e/ou atenção.
Para algumas pessoas a relação tem que ter um pouco de ciúmes, pois é um sinal de que há amor, zelo pelo relacionamento e a sua ausência é sinal de falta de amor, de falta de interesse pelo relacionamento.
Devemos tomar cuidado para distinguir o ciúmes normal do ciúmes patológico. O normal decorre de uma ameaça real de perda, de traição, enquanto o ciúmes patológico se baseia em evidencias fictícias, ou seja, mesmo sem nenhuma ameaça real.
O ciúmes afeta a relação quando ele está excessivo e quando não há motivos reais para tê-lo, isso causa um desgaste na relação, pois as suspeitas do uma pessoas são infundadas para a outra.
A perda da individualidade do casal, da vida social de ambos ou de uma das partes são indícios que o ciúme existe e que está afetando a relação. Com o decorrer do tempo, há a possibilidade de ocorrer um desgaste entre o casal, pois eles passam a não se reconhecerem como pessoas individuais, passam a maior parte do tempo juntos não reconhecendo as suas próprias vontades.
Esse modo de viver do casal ocorre por alguns motivos: porque o parceiro tem ciúme e o outro para não contrariar topa deixar de fazer o que fazia;  também porque o parceiro já teve uma história de traição ou já deu motivos de desconfiança, ou no caso do ciúme irreal, o ciumento tem uma insegurança e uma estima baixa acarretando na anulação da vida particular de ambos.
Os comportamentos que a pessoa com ciúmes real ou irreal tem como questionar saídas, inspecionar roupas, carteira, seguir o parceiro e sempre demonstrar desconfiança são sinais que o ciúmes está em excesso tendo consequências negativas como brigas, perda do desejo sexual afastamento progressivo do casal e separação .

2- O ciúmes faz bem a relação? Por quê?

Psicóloga : O ciúmes pode significar um estado de preservação de algo que se tem, deseja e tem medo de perder. Esse medo de perder faz com que agimos de modo a controlar para que não possamos perder de vista, para sempre ver o que está acontecendo. Quando há uma queixa de ciúmes em um relacionamento isto quer dizer que o ciumento não apenas sente o ciúmes, ele age em função desse sentimento. Age de uma maneira impulsiva e então há um problema.
O ciúmes é um sentimento e sentimentos são feitos para sentir e é benéfico quando trazem algo de produtivo para a relação, mas nem sempre isso acontece. O ciumento nem sempre tem esse limite e então há um problema, fazendo com que o ciúmes não seja bom.
Dessa maneira, o ciúmes não é saudável, o que é faz bem para uma relação é o zelo, a preocupação e o respeito entre o casal. Conseguir ver  que a pessoas que está ao seu lado tem o entendimento das necessidade e de suas individualidade proporciona um sentimento de bem estar, de sentir-se amado e protegido pelo outro.
O medo de perder apenas existe se o relacionamento do casal não está bem, ou se alguém não dá o seu cem por cento que acha que deveria dar para a pessoa que escolheu estar junto.
Não é necessário ter ciúmes para provar nem para sentir que ama ou que é amado pelo parceiro, ter ciúmes é se comportar de acordo com o medo de perder e isto no caso do relacionamento sempre acabará em privação, insatisfação e brigas.

3- Quais as dicas pra quem tem ciúmes excessivo mudar e tornar a relação mais saudável?

Psicóloga : O ciúmes existe, a questão é como você se comporta diante desse sentimento. Se você sente ciúmes e tem algumas reações como aperto no peito, palpitação e imaginação de traição ou algo do gênero o ciúmes está de uma maneira exagerada.
Observar as reações do seu parceiro, conversar para saber  se esse sentimento dentro de você tem fundamento, é uma dica para tentar resolver uma situação que ocorre e que  de repente  a outra pessoa nem imagina. Juntos de uma maneira sensata e coerente o diálogo e o respeito fazem com que a situação se esclareça tornando a relação saudável evitando brigas e interrogatórios desnecessários. Mostrando dessa forma para seu parceiro que se preocupa com a relação e que confia nele e sente segurança para conversar sobre o incômodo que está sentindo sem desgastar o relacionamento.

4- Há algum tipo de tratamento para quem tem ciúmes em excesso?

Psicóloga : Se além da observação e dos diálogos com o parceiro esse ciúme se tornar um sofrimento, prejudicial para o casal é importante a conscientização de ajuda terapêutica. A terapia configura para a pessoa que sente o ciúmes e/ou para o casal com métodos de aumento da auto –estima, melhorando as relações interpessoais e as habilidades sociais do parceiro. Em caso de excessos, o trabalho vai em direção aos pensamentos obsessivos de traição e de posse do ciumentos podendo ocorrer o manejo de remédios psiquiátricos.

Como lidar com a timidez


Timidez no TrabalhoVocê sente vergonha de conversar ou pedir informações para pessoas desconhecidas? Tem pensamentos inseguros em relação a você mesmo com frequência? Sente dificuldades ao falar em público? Então, provavelmente, a timidez faz parte da sua personalidade. Profissionalmente, esta característica pode ter impacto negativo, e com as competências exigidas pelo mercado nos dias de hoje, os acanhados perdem cada vez mais espaço nas organizações.

Em linhas gerais, a timidez pode ser considerada um fator que causa desconforto e inibe as pessoas em situações de relação interpessoal, o que acaba interferindo na realização de objetivos pessoais e profissionais. Com este padrão de comportamento, o indivíduo acaba não expressando suas emoções e pensamentos e bloqueando a interação pessoal. “No ambiente profissional, ser tímido é considerado um problema. Não estou falando daqueles mais reflexivos, introspectivos ou calados. Falo sobre aqueles que não falam por medo de ser rejeitados ou colocados de lado em uma equipe ou na própria organização”, opina Nancy Assad, especialista em Comunicação e Marketing.
Hoje, está provado que, quando reconhecida a causa da timidez, é possível reprogramar a mente do indivíduo para minimizar este mal. Em paralelo, obter bastante conhecimento também é um facilitador, pois dominando as nuances de sua atividade profissional a pessoa se sentirá mais segura para expor suas ideias. Em casos onde a inibição é mais intensa, cabe ao sujeito buscar auxílio em cursos como os de oratória e comunicação, e buscar formações extras onde a timidez possa ser minimizada. “Acredito que seja uma característica de personalidade. Trabalhamos esta questão com avaliações psicológicas para processos de seleção e propostas de promoção de cargo e, muitas vezes, identificamos a timidez nos avaliados, o que pode limitar a admissão, principalmente em vagas que exigem uma comunicação maior e um perfil mais desinibido”, relata Kelen Kertesz , psicóloga, especializada em gestão de pessoas e diretora da Coaching Consultores.
As organizações têm se preocupado mais com esta questão e oferecem programas de desenvolvimento pessoal, principalmente para cargos de liderança. Uma das exigências para os gestores é que se relacionem com seus subordinados, e ser tímido vai de encontro às competências do cargo. “A pessoa tímida sente-se insegura em todas as situações em que lhe é exigido algum comportamento expositivo. Ambientes profissionais, relacionais e sociais requerem que a pessoa emita opiniões, atue de forma assertiva, interaja e crie contextos. Cargos e funções de liderança requerem tais comportamentos; logo, a timidez funciona como um limitante para a carreira de um pretendente à gestão e em tais ambientes esse perfil é essencial”, contextualiza Homero Reis, consultor e coach master.
Segundo Nancy, profissionais mais introspectivos buscam atividades que exijam menos relação interpessoal, como áreas técnicas. “Os segmentos de Tecnologia da Informação, Projetos e Contabilidade são campos onde exige-se menor interação com o público”, exemplifica.

Processo de Seleção

Já na entrevista de emprego, estar inibido não significa tanto, pois é normal que nestes casos de pressão o candidato se sinta mais inseguro. Os selecionadores estão preparados para este tipo de situação e já esperam uma atitude mais retraída dos profissionais. “A timidez impacta verdadeiramente no desempenho do dia a dia, pois muitas pessoas são desligadas por conta destes distúrbios comportamentais”, conta Nancy.
Vale ressaltar que diminuir as chances por conta da timidez depende muito do perfil da vaga pleiteada e da cultura da organização contratante. “Existem empresas que buscam profissionais mais reservados em função da atividade que vão desenvolver. Porém, em companhias em que a competência da comunicação for muito forte, provavelmente este candidato terá dificuldades de recolocação”, explica Kelen. Para ela, cabe ao recrutador ter o “feeling” para identificar que o candidato está nervoso e inibido por estar no processo de seleção e também proporcionar o chamado “quebra-gelo”, para identificar se aquele comportamento é por conta da pressão e insegurança da seleção ou se faz parte da personalidade da pessoa.

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COMO SUPERAR A TIMIDEZ


Você consegue lembra-se de como era fazer um discurso na escola primária na frente de toda a classe?  Ou quando entra numa sala cheia de estranhos e tem um surto de auto-foco e ao mesmo tempo fica com a sensação que todas as pessoas estão a observá-lo? Provavelmente a sua boca ficou seca, você sente-se agitado e com uma sensação de borboletas no estômago, enquanto o seu coração vai batendo cada vez mais rápido.
Quer sejamos introvertidos ou extrovertidos, todos nós podemos experienciar esse sentimento de timidez em algum momento das nossas vidas. Socialmente, construiu-se a ideia errada de que só os introvertidos vivem a experiência da timidez, mas isso não é verdade. A timidez tem mais a ver com estar à vontade consigo mesmo, especialmente quando se encontra em situações sociais. Para muitas pessoas, esta condição pode por vezes estender-se até à idade adulta. Talvez você hesite em fazer um telefonema ou abordar alguém para pedir uma orientação. Às vezes isso pode prejudicar mais do que ajudá-lo. Você começa a evitar algumas situações, evita ir a lugares, evita constrangimentos, pode evitar defender a sua opinião por receio do confronto e da exposição.
A timidez pode estar confinada a algumas situações específicas não se tornando incapacitante nem angustiante. No entanto, em determinadas situações, algumas pessoas pouco a pouco vão generalizando os acontecimentos incómodos ao ponto de poderem vir a desenvolver timidez incapacitante e alguns transtornos de ansiedade, como a fobia social e ataques de pânico.

ENTENDENDO A TIMIDEZ

A timidez está enraizada no medo, num medo irracional de falar e ser humilhado ou ignorado. Porque é que algumas pessoas tem tanto medo de falar ou de se expor? Aponto para algumas causas principais como a hipersensibilidade, insegurança, ausência de habilidades sociais e perfeccionismo. Quando você associa falar ou interagir socialmente com angustia, constrangimento e vergonha, provavelmente fará quase qualquer coisa para o evitar.
Infelizmente, a timidez é um enorme obstáculo para o sucesso. Para as pessoas que compartilham esse problema, é importante compreender as causas, trabalhar e esforçar-se para superá-la, desde que sintam que lhe causa prejuízo na sua vida .

AS TRÊS COMPONENTES DA TIMIDEZ

A timidez desenvolve-se em torno de três componentes:
  • Excesso de auto-consciência. Você está muito consciente de si mesmo, particularmente em situações sociais.
  • Excesso de auto-avaliação negativa. Você tende a ver-se negativamente.
  • Excessiva auto-preocupação. Você tende a prestar muita atenção a todas as coisas que está fazendo de errado quando está perto de outras pessoas.
Isto é-lhe familiar? Quando está enfrentando a timidez, você encaixa-se  em algum estado de espírito, numa ou mais das categorias acima? Provavelmente sim.

PORQUE SENTIMOS TIMIDEZ?

Todos nós sentimos timidez de formas diferentes e em graus variados. No entanto, apresento algumas razões tipo que podem estar na origem da timidez prejudicial:
Fraca auto-imagem. Isto é especialmente verdade, para algumas pessoas que sofreram na escola algumas experiências negativas de afronta e diminuição de si mesmas. Isso pode ter levado à criação de uma crença negativa de que as suas qualidades pessoais não eram interessantes, ou dignas de admiração. Provavelmente esforçou-se por ser como as outras pessoas (crianças/jovens), resultando num sentimento pejorativo acerca de si mesmo afetando-lhe a auto-estima e auto-confiança.

EXEMPLO:

  • Júlia: Olhando para trás eu nem tenho certeza se sabia quais eram as minhas virtudes, eu sabia que todo mundo parecia ser uma pessoa mais interessante do que eu, então eu tentei imitá-los.
  • Ana: Eu pensei em mim como sendo interessante, porque eu era alta, e trabalhei muito duro para manter essa imagem. Foi, claramente, uma falsa imagem em que trabalhei duro para manter. Foi cansativo e eu era extremamente auto-consciente. Mesmo que as pessoas não me vissem como tímida, eu sentia-me tímida na maioria das vezes e com muita ansiedade. Acontece que a grande quantidade de crianças “fixes/bacanas”", têm uma fraca auto-imagem e querem ser como os outros.
Pré-ocupação consigo mesmo. Algumas pessoas quando estão perto de outras pessoas, tornam-se extremamente sensíveis ao que estão fazendo, como se tivessem sido colocados no centro do palco. Isso cria ansiedade e faz com que questionem cada movimento que executam. Fica-se com a atenção auto-centrada, em particular sobre: “O que eu estou fazendo de errado?”. Isto pode causar uma espiral descendente de negatividade.

EXEMPLO:

  • Júlia: Agregado a uma fraca imagem pessoal, eu pensava que não fazia nada correto! E isso dava início a um ciclo que eu não conseguia sair. O que eu entendo agora é que a maioria das pessoas não estavam olhando para mim da mesma forma como eu olhava para mim mesma.
  • Ana: Eu também era muito sensível a todos os meus movimentos quando estava na presença de outras pessoas. Os meus sentidos ficavam aumentados, principalmente na forma como eu falava, caminhava, ria, etc. O meu foco estava no medo de errar na frente de outras pessoas, e isso deixava-me muito nervosa. O que eu entendo agora é que todas as pessoas estão tão envolvidas com as suas próprias inseguranças que dificilmente notarão a minha.
Rotulagem. Quando nós nos rotulamos como uma pessoa tímida, psicologicamente sentimo-nos inclinados a viver de acordo com essas expectativas. Podemos dizer a nós mesmos: “Eu sou uma pessoa tímida, deve ser verdade que eu sou tímido. Isto é como eu sou, e este é o modo como as coisas são. “Quando nós rotulamos alguma coisa, essa coisa tem a percepção de ser fixada e, portanto, devemos viver de acordo com as expectativas da rotulagem.

EXEMPLO:

  • Júlia: Eu era conhecida como sendo uma pessoa tímida, ou uma pessoa tranquila, e essa percepção por vezes aprisionou-me. As pessoas esperavam que eu fosse de uma determinada maneira e eu seguia exatamente isso. Sabendo que as outras pessoas olhavam para mim como tímida, e eu não querendo ser tímida, resultou em grande ansiedade quando estava com essas pessoas. Eu realmente queria me mostrar para os outros quando eu estava à sua volta, mas rapidamente me comportava da forma como os outros me viam.
  • Ana: No fundo, senti as angústias da timidez, muitas vezes, ainda, quando estou perto de pessoas, as minhas experiências com a timidez manifestam-se de forma incomum, como quando eu estou pedindo comida, quando eu falo com alguém ao telefone, ou falo com estranhos. Eu nunca deixo esse meu lado tímido ser revelado, mas eu experimento a timidez. Nesses momentos, escuto-me a dizer: “Eu sou tímida”.

COMO SUPERAR A TIMIDEZ?

A SEGUIR, APRESENTO ALGUMAS FORMAS EFICAZES PARA SUPERAR A TIMIDEZ:

Compreender a sua timidez. Procure compreender como é que a sua timidez se manifesta na sua vida. Com que frequência? Compreender os acontecimentos e estímulos que provocam essa sensação? E em que grau lhe causa incómodo ou prejudica o seu-dia-adia?
Transforme a auto-consciência em auto-conhecimento. Reconheça e perceba que as outras pessoas não estão necessariamente olhando para você. Além disso, a maioria das pessoas estão demasiado ocupadas a olhar para si mesmas e para os seus problemas, objetivos e desafios. Ao invés de olhar para si mesmo pelos olhos dos outros, transporte essa consciência para dentro de si. Tome consciência daquilo que faz e alimenta a sua timidez. Procure dentro de si que tipo de pensamentos, atitudes e crenças tem que possam estar a funcionar como combustível para essa sensação de acanhamento social. O Auto-conhecimento e o desenvolvimento da auto-consciência são o primeiro passo para qualquer mudança ou melhoria de vida.
Conheça os seus pontos fortes. Todos temos qualidades únicas e diferentes maneiras de nos expressarmos. É importante conhecer e aceitar plenamente as coisas que fazemos bem, mesmo que possam divergir da norma. Se todos fossemos iguais, o mundo seria um lugar muito chato.
Tente perceber e/ou encontrar algo em que você seja bom e faça isso. Se identificar as suas forças e virtudes irá aumentar a sua auto-estima e melhorar e reforçar a sua auto-imagem. Isto, irá ainda contribuir para o seu auto-conhecimento. É uma solução a curto prazo, mas vai-lhe dar a confiança necessária para quebrar a barreira auto-imposta de medo.
Tente perceber em que é que essa força e/ou virtude singular lhe dá vantagem. Se por exemplo, você é bom ouvinte e atento aos pormenores, use isso para identificar o que é funcional para os outros, se lhe serve a si também. Pode-lhe igualmente servir para aprender por modelagem, escolha alguém positivo, alegre confiante, e observe como essa pessoa se comporta. Recolha informações que lhe sirvam e se tornem numa vantagem.
Aprenda a gostar e a cuidar de si mesmo. Pratique a apreciação de si mesmo e tire gozo da sua forma de ser e de se relacionar consigo, com os outros e com o mundo. Cuide de si, acarinhe-se, reforce-se e recompense-se,  faça coisas que você gosta, dê graças às suas capacidades e habilidades, passe tempo de qualidade. Encontre-se consigo.
Não aja sempre em conformidade. Tentar agradar e encaixar-se no perfil de todas as pessoas é desgastante e aborrecido. Entenda que não há problema em ser diferente. Na verdade, subjacente à exibição pública das pessoas populares, alegres e exuberantes, provavelmente também em algumas alturas das suas vidas confrontam-se com inseguranças, dúvidas, auto-centramento, estranheza e sentimento de desadequação. Aceite a forma como você é, e caso pretenda melhorar algo, arranje uma estratégia para o alcançar. Não se castigue, não se despreze nem menospreze, você não pode querer ser qualquer um. E caso pretenda ser diferente, não tem necessariamente de ser por motivos depreciativos e negativos, mas sim apenas porque quer e deseja isso.
Foque-se nas outras pessoas e interaja com elas. Ao invés de focar-se no seu embaraço quando se encontra em situações sociais, foque-se naquilo que está a acontecer, o que as pessoas dizem, como se comportam, foque-se no prazer que está a retirar ao apreciar o momento. Torne-se interessado em aprender sobre os outros, em retirar proveito das conversas que tem. Você pode tentar pensar algumas coisas para si, enquanto interage com os outros: “O que é que esta pessoa tem que eu gosto?
Alivie a ansiedade através da respiração. A ansiedade e o medo podem ser uma experiência angustiante se você estiver tentando tornar-se mais assertivo a fim de superar os seus receios. Uma técnica simples para aliviar a ansiedade e reduzir a angustia  é, fazendo algumas respirações profundas, concentrando-se apenas na sua respiração. Inspire e expire lentamente e de forma profunda (contado: 1,2,3,4), enquanto sente o ar que entra e sai dos seus pulmões. Perceba como isso o deixa mais relaxado e descontraído. Sinta essa sensação e acalme-se. Ao atingir um estado mais calmo, volte a atenção para as suas capacidades e habilidades. Seja positivo e afirmativo na construção dos seus pensamentos.
Aliviar a ansiedade através movimento. Uma maneira de melhor entendermos os sintomas da ansiedade é através da acumulação de energia e consequente bloqueio. Podemos libertar essa energia através da atividade física. Exercícios como correr ou andar ajudam à fluidez de algumas das energias bloqueadas, mas também ajuda à diminuição dos sintomas físicos causados pela ansiedade. Existem na verdade muitos benefícios para a saúde associados à atividade física. Se ainda não pratica regularmente nenhum tipo de atividade física, aconselho-o a ponderar essa hipótese e a procurar esclarecimento acerca do tipo de programa que se encaixa melhor na sua situação. Caso sofra de alguma condição médica, marque uma consulta com o seu médico.
Uma outra técnica efetiva é um exercício derivado das técnicas de relaxamento (scan corporal). Sente-se ou deite-se. Tente ter a percepção total do seu corpo, traga para a consciência cada parte do seu corpo, a partir da cabeça e em direcção aos pés. Mentalmente faça um scan ao seu corpo, tentando identificar algum ponto de tensão, quando identificar, centre-se nesse ponto e reserve algum tempo da sua atenção. Tente contrair ainda mais essa zona identificada e em seguida, relaxe. Contraia e relaxe as vezes necessárias até que sinta alívio da tensão. Continue com a monitorização das zonas tensas, no sentido: Cabeça > Pés.  Em cada parte do seu corpo que vai identificando como estando tensa,  aperte os músculos dessa zona durante 3-5 segundos e em seguida relaxe. Quando relaxa, expire, isto ajuda a libertar a tensão.
Visualização. Visualize-se “encarnando” os comportamentos e atitudes positivas de uma pessoa confiante e feliz. Este exercício ajuda a moldar a percepção de si mesmo, assim como de forma antecipada prepara-o para enfrentar situações que normalmente lhe causam angustia. Feche os olhos, sente-se num lugar tranquilo, pode colocar uma música relaxante, imagine-se numa cena ou situação em que consiga ver-se da maneira que gostaria de ser. Nesta cena, como você se sente? O que você ouve? Sente o cheiro de alguma coisa? Você está-se movendo? O que você vê? Como é que você fala? Envolva todos  os seus sentidos para tornar a visualização o mais real possível. Tente memorizar para si todas as boas sensações sentidas.
Dica: O exercício de visualização, preferencialmente deve ser feito depois de fazer os exercícios de respiração e/ou de relaxamento (scan corporal). Desta forma, aumenta a eficácia da sua visualização.
Afirmações. As palavras podem transmitir uma energia incrível. O que dizemos a nós mesmos repetidamente, é gravado na nossa mente subconsciente, tornando-se num impulso para a ação. Se nos dizem repetidamente que nós somos incapazes, e tímidos demais para fazer qualquer coisa bem sucedida, vamo-nos tornando cada vez mais conscientes das provas que possam apoiar este “facto”, e as nossas ações serão sempre correspondentes ao que dizemos a nós mesmos. Da mesma forma, se repetidamente, dizemos a nós mesmos que somos capazes, confiantes e habilidosos, a nossa mente subconsciente, provavelmente, irá orientar-nos no sentido de  passarmos a agir e pensar em conformidade com esse “facto”. Embora, não possamos mentir para nós mesmos, a visualização e as afirmações positivas são úteis para nos colocar no caminho dos padrões do pensamento positivo.
Aceite a rejeição sem personalizar. Devemos por vezes ter a capacidade de aceitar a possibilidade de que podemos ser rejeitados sem sentirmos que foi um ataque pessoal. Lembre-se, você não está sozinho no mundo, existem pessoas que pensam e agem de forma diferente e inevitavelmente todos nós em algum período da nossa vida vamos sentir o peso da rejeição. É parte da vida e faz parte do processo de aprendizagem. A chave está em como lidar com as rejeições. Como já referi, estar mentalmente preparado pode ser uma vantagem.

ENTÃO O QUE FAZER PARA LIDAR MELHOR COM A REJEIÇÃO?

  • Não personalize. Muito provavelmente não foi culpa sua. Nem tinha de ser necessariamente uma questão de culpabilização (sentimento de culpa). As condições poderiam não ser favoráveis, poderia estar relacionado com questões que o ultrapassam.
  • Aprenda com a experiência. O que você aprendeu? Se tivermos uma atitude positiva, existe certamente, uma lição de aprendizagem em cada situação. É através dessas lições de vida que reside o potencial para se tornar numa pessoa mais capacitada, emocionalmente mais equilibrada. Nada está perdido se você aprender a lidar com os acontecimentos. Veja essas situações incómodas como bênçãos disfarçadas.
  • Siga em frente. Reconheça que quando você se coloca num estado de auto-piedade, não está a avançar nem a diminuir o seu problema. Nada será alterado a partir desse seu estado de auto-piedade. Quando você começa a reconhecer isso, aumenta a probabilidade de perceber que tentar recriminar-se, auto-sabotar-se é uma perda de energia e que isso acontece na tentativa de proteger o seu ego e auto-estima. Mas, contrariamente às suas intenções, essa estratégia só serve de combustível para a sua timidez, prejudicando-o ainda mais. O que deverá fazer é, focar-se num processo baseado na construção de habilidades funcionais e nareestruturação cognitiva (pensamentos), de forma a desenvolver um conjunto de ferramentas que facilitem a superação da timidez. Trabalhe no seu processo de construção de ferramentas para lidar com situações que fazem disparar a timidez disfuncional. Faça coisas e não pare até conseguir. Tente novamente, tente novamente, tente novamente. Irá conseguir!
Renuncie ao perfeccionismo excessivo. Quando nos comparamos com os outros, tendemos a comparar-nos com a pessoa mais popular que conhecemos ou com as celebridades que vemos na TV. Por vezes estabelecemos expectativas excessivas, comparamo-nos injustificadamente a pessoas diferentes de nós e perguntamos “porque não posso ter isso?” ou “porque não sou assim?”. Perante estas questões, carregamos connosco a visão que outra pessoa tem acerca da perfeição e desejamos ser dessa forma.
Nas situações normais e naturais do dia-a-dia somos constantemente testados, pressionados pela própria vida, a possibilidade e probabilidade de errarmos e falharmos convive connosco. A falha alimenta-se das circunstâncias da vida. Se perante este cenário, ainda contribuirmos mais para exercermos pressão sobre nós mesmos, ficaremos por certo num cenário de desvantagem. Passamos a ser o maior construtor de cenários e pensamentos de expectativas excessivas e inalcançáveis. Isso retira-nos capacidade, racionalidade e certamente não nos ajudará a melhorar as nossa falhas.
Atenção: A ideia do perfeccionismo é uma visão que você cria na sua mente, não é propriamente a realidade das coisas. Deixe de lado a imagem perfeita, deixe de criar visões de si mesmo como tendo de fazer tudo muito bem. Expresse-se livremente, apreciando a forma como faz as coisas e focando-se no acto de fazer. Crie o hábito de ter prazer naquilo que faz, não se foque unicamente no resultado, mas sim no processo.
A perfeição não existe! O que existe é uma ideia acerca daquilo que julgamos ser perfeito, num determinado dia, a uma determinada hora, num determinado espaço, contexto e situação. Ainda assim, têm de ser criados na nossa mente critérios sobre os quais vamos avaliar o nosso desempenho de “perfeição” ou não.
Pratique habilidades sociais. Como qualquer outra habilidade, as habilidades sociais podem ser cultivadas através da prática e experiência. Quanto mais você se coloca nas situações, expondo-se, mais fácil se tornará na próxima vez. Se você tem dificuldade de saber o que dizer, você pode praticar o que quer dizer antes do tempo. Utilize a técnica atrás descrita: a visualização.
Não evite recorrentemente situações desconfortáveis. Se você abandona ou evita situações em que fica tímido e lhe causam incómodo, o que realmente está fazendo é reforçar a sua timidez. Em vez disso, enfrente a situação, force-se a ir aos sítios que lhe provocam mal-estar (dentro das situações em que acciona a sua timidez). Aproveite a situação angustiante para melhorar a sua auto-consciência  e crescimento pessoal. Às vezes, não são as habilidades sociais que nos faltam, mas sim a falta de auto-confiança que podemos vir a ser bem sucedidos, e um elevado medo de falhar. Colocando-se nestas situações desconfortáveis, ​​irá ajudá-lo a dessensibilizar o medo face à situação. Quanto mais você se força a enfrentá-lo, e experimentá-lo, mais irá perceber que, afinal não era assim tão assustador.Pode ser difícil para o seu ego (a ideia que tem de si e quer proteger) aceitar esta estratégia no início, mas rapidamente você irá descobrir que consegue: estar descontraído, divertir-se e apreciar o momento.
Torne-se o observador e procure em si mesmo, respondendo às perguntas: “Porque me estou sentindo desse jeito? O que me fez sentir desse jeito? Pode haver uma explicação alternativa para o que está acontecendo?” Utilize algumas das formas anteriormente descritas para elaborar uma estratégia de como deverá fazer nas situações em que a sua timidez possa atingir níveis incapacitantes e de difícil gestão. Vá aos sítios incómodos, mas certifique-se que sabe como utilizar algumas ferramentas que o possam ajudar a lidar com a situação. A timidez não é doença, é sim uma sintomatologia que reflete a forma de pensar acerca de si mesmo, das suas capacidades e habilidades.
Considere o seguinte: Com a sugestão que fiz, não quero necessariamente dizer que deve passar a ir a lugares que não gosta, ou a obrigar-se a fazer coisas desajustadas e desagradáveis do ponto de vista moral, social e pessoal. O que lhe quis transmitir foi que, deverá tentar voltar a fazer aquilo que foi abandonando devido à sua timidez. Ou seja, saia da sua zona de conforto, caso ela o tenha afastado de seguir aquilo que quer, os seus desejos, sonhos, projetos, desafios, etc.
Três questões capacitadoras. Durante as situações e contextos sociais nos quais você pode experimentar nervosismo e angustia, periodicamente, faça a si mesmo as seguintes três questões. Fazer isto irá permitir-lhe focar-se em habilidades que promovem o pensamento positivo e mais adequado:
  • Eu estou respirando bem?
  • Eu estou relaxado e descontraído?
  • Estou a apreciar o momento?
Dica: Caso alguma dessas situações não se verifique, deverá accionar as estratégias que anteriormente praticou e implementá-las nesse exato momento.
Foque-se no momento presente. Torne-se consciente do que você está fazendo, independente do que você está fazendo, isto irá retirar o foco de si próprio. Quando você está tendo uma conversa, não seja demasiado analítico no seu pensamento e nas suas acções, deixe fluir, envolva-se no acontecimento e expresse-se com naturalidade, acreditando que está a ser aquilo que é. Aprecie isso, goze isso.
Memorize e relembre-se do seu sucesso. À medida que vai conseguindo superar a timidez, você irá saborear muitas vitórias e realizações sobre si mesmo. Você vai obter insights (formas mais adaptadas de ver as coisas) sobre a verdade por trás das situações sociais. Você vai começar a ver-se a si mesmo de forma diferente e a reconhecer que consegue sentir-se confortável e confiante em situações anteriormente angustiantes. Quando estas vitórias e realizações acontecerem, certifique-se que as regista  num caderno, descrevendo-as. Manter um diário dos seus sucessos, não só reforça a auto-confiança desenvolvida, mas também ajuda a mudar o foco para algo que pode beneficiá-lo.
Quais são alguns dos seus momentos de timidez? O que você fez para superá-los? Se você ainda não os superou, qual será a razão, e o que você pode fazer para melhor isso na próxima vez?

E VOCÊ, TEM DIFICULDADE EM SUPERAR A TIMIDEZ?

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Abraço