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terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Que 2000INOVE seja...

Que dia 31 não seja apenas mais uma noite de festas, de alegria, de abraços e desejos às vezes clichês de felicidades a tudo;
Que a noite de 31 seja um recomeço como o dia que vira noite e madrugada para amanhecer em uma linda aurora;
Que seja a passagem de uma incontestável energia, para outra incontestável energia cheia da volúpia que nos faz vibrar nos dias de realizações;
Que venha tão claro quanto o primeiro olhar de um bebê que ao sair do ventre, encontra todo o brilho do ambiente externo ao útero, todavia ainda mais cheio de vida, solidariedade e compartilhamento do trabalho em equipe que o retirou do calor aconchegante, porém escuro de sua matriz: madre;
Que venha tão suave quanto à voz da mãe enfraquecida pela dor do parto, porém cheia de amor, alegria e compreensão diante daquela criaturinha que nasceu e cuja cumplicidade faz de ambas quase que uma só carne;
Que venha tão caloroso quanto fora o útero materno durante os meses que antecederam o nascimento de cada um de nós;
Que venha tão protetor quanto fora a nossa mãe ao nos proporcionar o privilégio de tentar os primeiros passos;
Que venha tão justo quanto fora Cristo ao interceder por aquela mulher que seria apedrejada;
Que venha para cada um de nós como uma nova etapa de crescimento pessoal, pois ao nos tornarmos pessoas melhores, recebemos todas as bênçãos como meras conseqüências!
São os sinceros votos de Silvio dos Anjos

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Vozes do Silêncio

Olho em silêncio as luzes que se apagam
E o timbre de voz que some no horizonte,
Como se a vida fosse feita de um nada
E o nada comandasse o universo.
Versos maduros que permeiam a alma
Como tirados da lama da consciência
E o timbre da voz soasse enlamecida
Em versos vazios que não dizem nada.

sábado, 27 de dezembro de 2008

BEIJING, um beijinho feminino em nossos corações!

Com a chegada do final de 2008, senti o desejo de republicar esse texto que representa um grande feito Histórico ao desenvolvimento da sociedade brasileira, no que diz respeito a discriminação contra a mulher...
Tive muita vontade de escrever sobre esse assunto, mas me senti tão incompetente para tal, como me sinto agora. Tem coisas que não podem simplesmente ser ditas, pois exigem poesia em sua explanação. Beijing me lembrou, durante todos esses dias de Olimpíadas: beijinho. E beijinho é uma palavra muito carinhosa, e que deve expressar ao ser ofertado, um alto grau de carinho. Conhecemos o beijinho quando ainda bebezinhos ao recebermos de nossas mães aquele delicioso estalinho no rosto, sobre o qual não temos qualquer informação e nem sabemos o significado, mas já somos capazes de senti-lo.Nem toda mulher é mãe, e por isso não quero misturar as coisas neste texto. Mas toda mulher também já recebeu esse estalinho delicioso de outra mulher; sua mãe. Sendo mãe ou não, cresceu com aquele sentimento a mais que elas conseguem cultivar, e que talvez esteja associado ao fato de terem útero.O fato é que por muitos séculos esse sexo maravilhoso esteve fadado a expressões repressivas, vindas daqueles que conheceram o beijinho através delas, ainda em seus berços e braços. E ao crescerem diziam que elas não podiam votar; não podiam sair na rua; não podiam levantar a cabeça diante de outro homem; não podiam levantar a cabeça diante de seu homem; não podiam isso; não podiam aquilo...Ainda assim, continuavam dando beijins em seus meninos que cresceriam e se transformariam em homens repressores. Mas, por conseguinte não dá para apontar culpa a esse ou aquele sexo, pois a sociedade pensava assim, e a maioria das mulheres acreditava que esses pensamentos menores condissessem com a verdade. Tudo, porém, tem um fim, ou um começo. Algumas dessas maravilhosas mulheres um dia levantaram a cabeça, olharam profundamente nos olhos da sociedade e falaram em voz alta: isso está errado. Começou, então, uma luta que somente elas sabem travar. Uma luta ora silenciosa, ora de muito alarde, reclamando direitos que estavam perdidos no fundo do baú da dignidade.Vocês acham que as coisas mudaram muito? Não... ainda não mudaram muito! Mas as mulheres continuam sabendo lutar. Continuam tendo forças para vagarosamente dividir as tarefas acumuladas, e conquistarem espaços que antes eram tabus masculinos. Com suas peculiares belezas, começaram a dominar o mundo em seus diversos seguimentos.Beijing, para quem ainda não se deu conta, revelou um lado poderoso dessas conquistas. Especialmente as mulheres brasileiras, cuja beleza (inclusive) é reconhecida por todo mundo. Acrescentaram a sua feminilidade uma garra que antigamente era demonstrada por elas em outros setores como no cuidado com o lar. (Imbecilidade humana pensar que uma mulher capaz de comandar as complicadas complicações de um lar, não seria capaz de se destacar em qualquer setor da sociedade...)Beijing veio como um beijinho em nossos corações carentes de vitórias. Poucas medalhas, mas preciosas conquistas femininas que arrebataram nossos espíritos. Se hoje alguém disser para outro: “você joga como uma mulherzinha”... estará fadado ao poço de ignorância mais profundo que se possa encontrar...A vocês, nossas atletas, o nosso beijin brasileiro de filhos, maridos, amantes, amigos e admiradores!Gostaria de colocar os nomes de algumas atletas aqui, mas estaria sendo injusto com aquelas que não receberam medalhas, mas se prestaram ao grandioso papel de ir lá e competir.
por Silvio dos Anjos

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Jesus(!?)


Se olharmos pela janela de nossa consciência, perceberemos a necessidade que o ser humano possui de ter algo além do que a própria vida possa lhe oferecer. Deparamo-nos com alguma forma de carência a atormentar as almas e impulsioná-las para a busca desse algo mais. Alguns recorrem ao álcool, outros as drogas, as jogatinas, ao colecionismo de qualquer coisa, enfim são diversos os subterfúgios usados na tentativa de preencher essa lacuna. Urge como salvadora para muitos (a maioria talvez), as religiões e seitas. Por detrás dessas ideologias extremamente úteis encontraremos um deus; e não são poucos os deuses que encontraremos pelo mundo. De todos, porém, aos ocidentais prevalece inabalável o Deus Pai, seu Filho Jesus Cristo e o Espírito Santo. Trata-se da incontestável Santíssima Trindade do Cristianismo, que de fato salva vidas todos os dias, através da fé.
Não foi por esquecimento que omiti nos exemplos, o dinheiro. A intensidade do capitalismo que se apresenta como segunda religião (ou primeira para muitos), e cada vez, com mais amplitude se entrelaça ao Cristianismo; este que deveria ser puro e sobreviver por si só. É comum vermos o nome de Deus em todos os lugares: o que deveria provocar uma ótima sensação. Entretanto, isso não acontece quando nos deparamos com um veículo estacionado meio na rua e meio na calçada, com um grande adesivo que diz: “guiado por Deus”; ou fazendo ultrapassagens proibidas; ou na camiseta de um assaltante um grande: “Deus é fiel” etc.
Seria normal observarmos essas e tantas outras anomalias, se tais episódios não despertassem nossa atenção para outro foco: o comércio. Jesus, essa marca vende, é o que ouviremos um publicitário dizer qualquer dia. Agora imaginem se Jesus viesse dentre nós, como fez na sinagoga naquela ocasião em que expulsou os mercadores? O cristianismo acaba se tornando algo tão vulgar (ou seria menos doloroso dizer comum), que seus seguidores, em grande parte, não possuem muitas regras, alegando que os tempos são outros. Ser religioso virou moda, e não importa qual igreja se freqüente, é tudo a mesma coisa; é o que dizem.
Talvez isso seja o contágio de Brasília, onde a corrupção vigora, e a fidelidade partidária já não existe há muito. Ou será que as religiões é que têm contagiado Brasília? (embora algo diz que existe um desejo, ou necessidade de mudanças, nesse aspecto) Pode ser que os vidros da minha janela estejam embaçados, ou eu esteja ficando estrábico; o fato é que tudo está se tornando muito igual...

sábado, 20 de dezembro de 2008

Para quem defende Ong's

Costumo cultivar certas indignações de amigos que acabam relevando minhas opiniões sobre o assunto. Quando recebi o e-mail com as informações abaixo, acabei por achar pertinente publicá-las aqui. Não que eu seja contra Ong's, elas são um mal necessário; mas temos que estar atento a tudo... observando quem são, e o que estão fazendo...

Você consegue entender isso???
Tabela
Vítimas da seca
Índios da Amazônia
Quantos?

10 milhões

230 mil

Sujeitos à fome?

Sim

Não

Passam sede?

Sim

Não

Subnutrição

Sim

Não

ONGs estrangeiras ajudando

Nenhuma

350



Provável explicação:



A Amazônia tem ouro, nióbio, petróleo, as maiores jazidas de manganês e ferro do mundo, diamante, esmeraldas, rubis, cobre, zinco, prata, a maior biodiversidade do planeta (o que pode gerar grandes lucros aos laboratórios estrangeiros) e outras inúmeras riquezas que somam 14 trilhões de dólares.
Já o nordeste não tem tanta riqueza. Será por isso que lá não há ONGs estrangeiras ajudando os famintos?

Há mais ONGs estrangeiras indigenistas e ambientalistas na Amazônia brasileira do que em todo o continente africano, que sofre com a fome, a sede, as guerras civis, as epidemias de AIDS e Ebola, os massacres e as minas terrestres. Você não acha isso, no mínimo, muito suspeito?

É uma reflexão interessante.. É por amor ao próximo ou por amor à riqueza da terra? Você pensa e decide.



Na Era da Informática

É impossível ignorar certas coisas que nos chegam pela internet. O mundo mudou e continua mudando em velocidade fantástica. É tudo amedrontador, porém muito real e não tem como fugir disso. Por isso, minhas postagens de coisas da internet, acabam sendo maiores do que das outras coisas.

Como estamos na 'Era Digital', foi necessário rever os velhos ditados existentes e adaptá-los à nova realidade. Vejamos:

1. A pressa é inimiga da conexão.
2. Amigos, amigos, senhas à parte.
3. Antes só, do que em chats aborrecidos.
4. A arquivo dado não se olha o formato.
5. Diga-me que chat freqüentas e te direi quem és.
6. Para bom provedor uma senha basta.
7. Não adianta chorar sobre arquivo deletado.
8. Em briga de namorados virtuais não se mete o mouse.
9. Em terra off-line, quem tem um 486 on line é rei.
10. Hacker que ladra, não morde.
11. Mais vale um arquivo no HD do que dois baixando.
12. Mouse sujo se limpa em casa.
13. Melhor prevenir do que formatar.
14. O barato sai caro. E lento.
15. Quando a esmola é demais, o santo desconfia que tem vírus anexado.
16. Quando um não quer, dois não teclam.
17. Quem ama um 486, Pentium 5 lhe parece.
18. Quem clica seus males multiplica.
19. Quem com vírus infecta, com vírus será infectado.
20. Quem envia o que quer, recebe o que não quer.
21. Quem não tem banda larga, caça com modem.
22. Quem nunca errou, que aperte a primeira tecla.
23. Quem semeia e-mails, colhe spams.
24. Quem tem dedo vai a Roma.com
25. Um é pouco, dois é bom, três é chat ou lista virtual.
26. Vão-se os arquivos, ficam os back-ups.
27. Diga-me que computador tens e te direi quem és.
28. Há dois tipos de pessoas na informática. Os que perderam o HD e os que ainda vão perder.
29. Uma impressora disse para outra: Essa folha é sua ou é impressão minha?
30. Aluno de informática não cola, faz backup.
31. O problema do computador é o USB (Usuário Super Burro).
32. Na informática nada se perde, nada se cria. Tudo se copia... E depois se cola.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Nóis um dia xeguemo lá...

Aqui estão as famosas PÉROLAS DO ENEM. A diversão vale a pena:
01) "o problema da amazônia tem uma percussão mundial. Várias Ongs já seestalaram na floresta." (Morram de inveja, Timbalada e Afro Reggae!)
02) "A amazônia é explorada de forma piedosa." (O que não deixa de ser umconsolo...)
03) "Vamos nos unir juntos de mãos dadas para salvar o planeta." (Faltouacrescentar que faremos isso conjuntamente unidos!)
04) "A floresta tá ali paradinha no lugar dela e vem o homem e créu." (Pois é, se a floresta se mexesse só um pouquinho, não levava créu, né...)
05) "Tem que destruir os destruidores por que o destruimento salva a floresta." (Acho que esse tem uma idéia fixa em destruição.)
06) "O grande excesso de desmatamento exagerado é a causa da devastação." (E eu achava que era exagerada...)
07) "Espero que o desmatamento seja instinto." (Já eu espero que não, mesmo.)
08) "A floresta está cheia de animais já extintos. Tem que parar de desmatarpara que os animais que estão extintos possam se reproduzirem e aumentaremseu número respirando um ar mais limpo." (Com uma pequena ajuda da genéticade clonagem, quem sabe...)
09) "A emoção de poluentes atmosféricos aquece a floresta." (São EMO-aquecedores.)
10) "Tem empresas que contribui para a realização de árvores renováveis."(todo mundo na vida tem que ter um filho, escrever um livro, e realizar uma árvore renovável)
11) "Animais ficam sem comida e sem dormida por causa das queimadas."(Também! Incendiaram o SPA Resort dos pobrezinhos? )
12) "Precisamos de oxigênio para nossa vida eterna." (Não precisamos, não.)
13) "Os desmatadores cortam árvores naturais da natureza." (Isso porque eles não acham as árvores artificiais pra cortar, também.)
14) "A principal vítima do desmatamento é a vida ecológica." (Todos somos vítimas aqui! Porque os que respondem ao ENEM serão nossos futuros médicos e advogados... ')
15) "A amazônia tem valor ambiental ilastimável." (Com certeza, é "ilastimável".)
16) "Explorar sem atingir árvores sedentárias." (Porque as árvores que fazemos 100 metros rasos são difíceis de serem atingidas.)
17) "Os estrangeiros já demonstraram diversas fezes enteresse pela amazônia." (Não são só os estrangeiros que demonstram fezes... hehe...)
18) "Paremos e reflitemos." (E confabulemos, também.)
19) "A floresta amazônica não pode ser destruída por pessoas não autorizadas." (Maldita burocracia!)
20) "Retirada claudestina de árvores." (...-.-')
21) "Temos que criar leis legais contra isso." (Temos! Porque criar leis ilegais não é legal...)
22) "A camada de ozonel." (Ué, pensei que era Camada Diozoni!=/)
23) "a amazônia está sendo devastada por pessoas que não tem senso de humor." (Chamem o Casseta e Planeta pra devastar o que sobrou!)
24) "A cada hora, muitas árvores são derrubadas por mãos poluídas, semcoração." (Nada que um bom sabonete e alguns transplantes tipo Horror MovieTrash B não resolvam.)
25) "A amazônia está sofrendo um grande, enorme e profundíssimo desmatamentodevastador, intenso e imperdoável." (Esse vai ser político! Fala muito pranão dizer nada... hehe...)
26) "Vamos gritar não à devastação e sim à reflorestação." (E vamos gritarnão à matação de aula de português, também!)
27) "Uma vez que se paga uma punição xis, se ganha depois vários xises." (Ese pagar duas punições xises, se ganham depois vários xises ao quadrado.)
28) "A natureza está cobrando uma atitude mais energética dos governantes."(A natureza podia ceder então algum guaraná e açaí, pros energéticos do governo...)
29) "O povo amazônico está sendo usado como bote expiatório." (O povo amazônico é que usa o bote expiatório pra atravessar o grande rio.)
30) "O aumento da temperatura na terra está cada vez mais aumentando." (Tá em ponto de ebulição!)
31) "Na floresta amazônica tem muitos animais: passarinhos, leões, ursos,etc." (E onde estão os tigres e o Totó, Dorothy, Oh my!?!)
32) "Convivemos com a merchendagem e a politicagem." (E com a desvastagem e a sacanagem, também.)
33) "Na cama dos deputados foram votadas muitas leis." (Não que a vida sexual dos deputados interesse a alguém...)
34) "Os dismatamentos é a fonte de inlegalidade e distruição da frorestaamazonia." (No comment!)
35) "O que vamos deixar para nossos antecedentes?" (O que sobrou do que eles já tinham deixado pra gente... hehe...)
36) "A fiscalisação tem que ser preservativa." (A vida sexual dos fiscaistampouco interessa.)
37) "Não podem explorar a Amazônia de maneira tão devassaladora."(Devassaladora??? Devassa la Dora? O.o' É alguma nova novela mexicana? =/)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Socorro se pede a quem pode ajudar...

Socorro!
Esse é, talvez, o grito mais angustiante que um ser humano pode emitir e/ou ouvir. Não importa quem seja, (exceto os assassinos ao ouvirem esse grito), a vontade que se tem é a de possuir onipotência. No primeiro momento, tudo de ruim passa pela cabeça de quem ouve. Deseja-se, poder ter o poder de resolver tudo ali, na hora, e arrancar da garganta daquele ser, o grito. Almeja-se, naquele instante, poder retirar do vocabulário do suplicante, aquela palavra: socorro, e dizer-lhe que jamais precisará usá-la novamente.
Mas e quando o grito de socorro vem de dentro de um hospital, onde esse grito deveria ser arrancado da garganta do suplicante, pelo menos até a próxima vez que ele necessite repeti-lo e voltar ali?
Tivemos o torpe exemplo dos estudantes de medicina de Londrina, que invadiram o hospital da universidade, gritando, soltando fogos, e dizendo coisas que não cabem ser ditas por estudantes de medicina. Pessoas imaturas que entram em curso superior somente visando o lucro financeiro, como se medicina fosse administração de empresas, comércio exterior, economia, tecnologia, ou qualquer outro desses cursos frios, cuja ciência que os predomina é chamada e exata.
Temos sérios problemas com a segurança pública que, corruptível tem provocado grandes prejuízos a vida humana. Consideramos, logicamente, que em todas as profissões há maçãs podres. Entendemos que é difícil controlar a humanidade que tem crescido vertiginosamente, se transformado, e perdido seus valores. Compreendemos que o indivíduo social tem direito ao contraditório sempre que lhe é imputada alguma responsabilização.
O que fica difícil de engolir são as atitudes levianas em coisas estratégicas a vida humana, e a aceitação de estudantes na área da saúde que conseguem transferências políticas para as universidades nacionais, após terem entrado em universidades no exterior que não exigem a rigidez seletiva de um vestibular.
Outro ponto, por falar em vestibular, é que para cursos essenciais para vida humana, como os que lidam com a saúde, os vestibulandos além das provas normais, deveriam ser selecionados através de processos psicológicos. Antes mesmo da prova do vestibular, o indivíduo deveria ser submetido a uma prova psicotécnica para ver se o mesmo estaria apto a exercer a profissão, caso passasse na prova convencional, e conseguisse terminar o curso.
Essa é a minha opinião, mesmo que me abominem... e ponto final.

Tempo: o grande ordinário

Ouço constantemente a máxima de todos aqueles que talvez não gostem muito do que fazem, ou simplesmente tenham coisas mais agradáveis para fazer depois de suas obrigações. Vocês devem estar imaginando várias delas, ou ansiosos para descobrirem do que estou escrevendo. É simples... estou e referindo ao famoso: “mais um dia que termina”, ou “graças a Deus o tempo passou rápido”, ou “graças a Deus as horas passaram rápido”... e muitas outras que podem variar de região, cultura, mas que possuem o mesmo significado imperativo: o tempo está passando.
Quero falar de algo que talvez não agrade muita gente, mas que acaba sendo inevitável comentar nessas horas. O fato é que tenho muita saudade dos tempos em que eu brincava de pique – esconde, jogava bola no campinho do bairro, fazia cidade no monte de areia, e me irritava com a cidade de areia porque o carrinho era de brinquedo e eu queria dirigi-lo de verdade.
Como todo garoto eu queria que os dezoito anos chegassem logo, para poder desfrutar da tão sonhada liberdade. Talvez isso fosse uma ansiedade dos garotos da minha época; (tenho que até que perguntar para alguns garotos de hoje, se eles também sofrem dessa ansiedade). Pensava que tais dezoito anos trariam coisas inusitadas, mostrariam coisas que somente aquela tão esperada idade seria capaz de apresentar.
Não estava errado... vieram muitas responsabilidades mesmo! Um trabalho, uma família, contas a pagar, compromissos sociais bons e ruins, muita experiência nova e extasiante. E com o decorrer do tempo vieram as máximas automáticas citadas no começo desse texto. Nem ouso repeti-las... fiz quarenta anos outro dia, e comecei a repensar e a odiar a tal máxima.
Alguém pensa na expectativa média de vida de um indivíduo quando vomita essas máximas? É claro que não... mas eu comecei a pensar e descobri que essa média de vida não ultrapassa os setenta e quatro anos. Então, porque eu continuaria dizendo “enfim mais um dia que termina?”, ou “mais uma semana que termina?” se completei quarenta anos?
Outro dia me vi argumentando com uma pessoa que disse essa máxima, e então eu rebati: "para mim, é menos um dia...!" e pude contemplar um par de olhos surpresos me olhando e perguntando porque. Então respondi: tenho quarenta anos, ou seja, já passei da metade da expectativa de vida...!
Mas em compensação, tem coisas que deixam as pessoas de cabelo em pé, sem sono, ou extremamente aborrecidas... e que a mim nada afeta... eu quero mais é Viver!!!

Contradições Banais


Costumamos fazer um monte de coisas todos os dias, sem pensarmos no que de fato estamos fazendo. É igual aquela placa que fica no meio do gramado avisando que é proibido pisar na grama. A essa existe uma pergunta clássica: como foi que puseram essa placa lá no meio do gramado, se é proibido pisar na grama?
Foi assim que começou certo drama no meu trabalho. Recebemos uma impressora nova, moderna, embalada em caixa lacrada, (a fita que lacrava as abas da caixa trazia o nome e logotipo do fabricante). Tudo estava aparentemente correto e justo, até que instalamos a mesma.
Passados alguns minutos ouvi um grito;
- Isso é uma sacanagem. – gritou minha colega – mandaram uma impressora usada... como pode a gente não pode mais confiar em ninguém... até as lojas famosas tão passando a perna na gente... – e saiu falando sozinha, indignada, posteriormente eu soube que tinha ido ao Procon.
Sem entender a indignação da moça, fui até a impressora para tentar descobrir os vestígios de uso que comprovassem a raiva de minha colega. Confesso que passei longos minutos investigando a máquina, sem conseguir encontrar os tais vestígios. Tudo estava novo, com aquele cheiro típico de coisa zero, etc. e tal...
Quando estava para desistir fiquei imaginando porque aquele led verde piscava insistentemente. Talvez estivesse ali à origem de todo o mistério. Imaginei que alguém poderia ter tentado imprimir, e não tivesse dado certo, por isso resolvi ler o que estava escrito no visor: “Recarregar a bandeja”.
Foi aí que entendi tudo... se era uma impressora nova, como poderia estar pedindo para recarregar a bandeja?

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Responda se Souber...

Essa foi enviada pelo meu amigo Adair, e achei interessante compartilha-la...

Por que tem gente que acorda os outros para perguntar
se estavam dormindo?
Por que os filmes de batalhas espaciais tem explosões tão
barulhentas, se o som não se propaga no vácuo?
Por que aquele filme com Kevin Costner se chama "Dança com
Lobos", se só aparece um único lobo durante toda história?
Por que as mulheres abrem a boca quando estão passando
algum creme no rosto?
Como é que a gente sabe que a carne de chester é chester,
se nunca ninguém viu um chester?
Se o vinho é líquido, como pode ser seco?
Como se escreve zero em algarismos romanos?
Por que as pessoas apertam o controle remoto com mais força,
quando a pilha está fraca?
O instituto que emite os certificados de qualidade ISO 9000
tem Qualidade certificada por quem?
Quando inventaram o relógio, como sabiam que horas eram
para poder acertá-lo?
Por que quando você pára no sinal vermelho, tem sempre
alguém no carro do lado com o dedo no nariz?

domingo, 7 de dezembro de 2008

Tô Fora!!!

Se olharmos pela nossa janela perceberemos que chega um dia, na vida da gente, que o mundo parece um parque de diversões. Um mundo a ser descoberto. Os pêlos nascendo em lugares secretos, a voz engrossando, os seios se avolumando e o corpo tomando formas (como se tivesse sido esculpido do dia para a noite), aquela coisa que foi por muito tempo incômoda colocada sob a roupa íntima para proteger: a adolescência que chega!
Tudo é novidade, é ajuste. Pessoas que pareciam especiais se tornam caretas; os pais. O sangue que corre nas veias, em velocidade surpreendente, impulsionando o corpo para as mais diversas (e adversas) aventuras físicas e psicológicas. É a juventude que parece impulsionada para o interior de um grande salão de festas.
O ambiente do salão que é mágico, lúgubre. Rola tudo! Comida, bebida: e isso aí, o que é? Experimenta cara, de boa, o lance é maneiro! Puxa aqui (limpa o sangue do nariz), injeta ali (contrai o vírus HIV), traga, segura, bombeia, solta e passa a bola! E a vida que vai continuando (agora numa velocidade surpreendente), até que a tarde parece ter chegado.
Ainda agora era de manhã, véio! Olha para os lados e muitos parecem já ter saído do salão de festas. Alguns de carros novos, profissões recém-formadas, status, dinheiro, pensando em constituir família; felizes! E uns poucos ainda teimam em continuar dentro do salão de festas, despeitados, gritando desesperadamente para que outros entrem ali e lhes façam companhia.
No interior do salão uma gigantesca tela que se ergue. Surge então Elis Regina com sua voz maravilhosa; desaparece. Surge então o genial Cazuza com suas musicas e tiradas inteligentes; a imagem esmaece, então desaparece. Renato Russo aparece vibrante, tímido, mas fenomenal, ganha fãs de todas as idades; de repente cai e se dissolve. Cássia Eller com sua voz poderosa: e vem para ficar! Ao subir no pódio escorrega, cai, e morre mesmo... na frente de todos nós, então vem alguém mais velho e diz que essas coisas iniciaram bem antes de Elvis Presley.
Dentro do salão, uns poucos que insistem em continuar doidos, não entendem. Todos os seus heróis morreram de overdose! E ninguém ficou para limpar o salão...
A vocês que pretendem continuar aí dentro: - boa noite... tenham um bom sonho fugaz e mortal...

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

O Neotransgressor


Hoje decidi me empanturrar de coisas banais. Quebrar as regras e fazer as coisas que os médicos dizem que não posso fazer. Mal levantei da cama, caminhei até uma padaria dando por realizada a minha caminhada diária. Pedi duas coxinhas, (daquelas inevitavelmente gordurosas) de pura massa de farinha e batatas. Os saches de maionese eu recusei, pois achei que o abuso seria grande. Afinal, restavam-me alguns fluxos de consciência. Mastiguei vagarosamente aquela massa infame, saboreando as batatas amassadas com fiapos de frango. Esguichei catchup regando o recheio ordinário e imaginando que estava comendo o que realmente era prometido no cardápio. Pensei que um refrigerante ajudaria completar minha transgressão, então optei por uma coca-cola, daquelas de garrafas de vidro. Parecia estar flutuando sobre a infância, quando podia me empanturrar de tantas coisas até o estômago zangar-se. Depois saía correndo, jogando bola, brincando de pique - esconde, e todas aquelas brincadeiras saudáveis de crianças (antigas). Minha mãe fazia um chá amargo de qualquer coisa natural que nem me lembro. Para tomar era preciso algumas ameaças e chantagens, mas logo tudo estava resolvido.
Enquanto me deliciava com tais devaneios, o alarme do meu celular soou fortemente. Parecia o sino da igreja a dobrar anunciando a missa, ou o falecimento de algum cidadão. (isso lá no interior). Mas o sino do celular anunciava que eu já estou crescido, na cidade grande, e é hora de tomar o remédio para o coração, o colesterol, a diabetes, etc. O ar? Olhei para fora da padaria e dos devaneios que tive sobre a infância nada encontrei. Pude ver somente um ar carregado de fumaça e óleo diesel. Comecei a tossir como alerta de meu instinto de vida, a solicitar-me lucidez. Joguei o resto da última cochinha no lixo, e voltei para casa. Junto com o pedaço da coxinha, foi o encantamento pela beleza perdida da infância. Em meus pensamentos no retorno, só restava encontrar o ponto em que eu perdi a beleza da vida.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Acho que estou dormindo com a minha mãe...

Do outro lado da janela, outro dia, encontrei um amigo antigo, daqueles que já não via há muito tempo. Quando iniciamos nosso bate-papo, ele me fez uma reveleção tão espantosa, quanto a agilidade de seu raciocíno ao analisar determinados assuntos. De repente ele me disse: "acho que estou dormindo com a minha mãe". Isso é território sagrado, não se diz nem por brincadeira. Decidi, então, escrever essa crônica baseada nos devaneios do meu amigo.
Não faz tanto tempo assim, decidi que me emanciparia através do amor. Encontrei (com muita sorte) uma bela garota que, (não sei por que) apaixonou-se loucamente por mim. O jeito é me casar logo, pensei... “cavalo arreado não passa duas vezes na mesma porta”, é o que diz o ditado. Avisei a minha mãe que não me olhou com bons olhos. “Quero conhecer a sirigaita” disse num rompante que me irritou. “Ela é a nora que a senhora pediu a Deus, mamãe...” (lembrando das curvas perigosas) respondi pensando no fundo de minha alma que aquela dependência logo acabaria. Foram apresentadas e, educadamente, uma arreganhou os dentes para a outra, enquanto eu fingia estar distraído. Achei por bem marcar logo o casamento, antes que a minha mãe desse um de seus delirantes ataques de ciúmes. Esqueci-me de esclarecer, mas sou filho único.
Passamos uma semana em lua de mel. Embora ame a minha mãe, me sentia como um condor e explorar o céu e a terra, sem limites. Era um sonho na beira do mar, o marulho das ondas nos acordando com os raios da aurora nos avisando que tínhamos que aproveitar o dia. Foi assim até aquela manhã que um som estridente penetrou em meus ouvidos. Os raios da aurora não fazem barulho, pensei... talvez estejam testando uma arma nuclear no mar! Tentei puxar o cobertor sobre a cabeça, mas senti um frio queimar minha pele (não havia mais cobertor). Ainda com olhos baços, pensei estar vendo a minha mãe aos pés da cama. “Meu amor, é hora de se levantar e tomar um banho...” disse-me estendendo o braço com uma toalha. Torci a cara e quis resmungar, então ouvi aquelas palavras carinhosas: “não adianta reclamar, que o cafezinho está quentinho te esperando pra depois você ir trabalhar...” Ok, venceu... me levantei e fui para o banho.
“Deixa eu arrumar o seu cabelo” me disse desarrumando o meu penteado despenteado que sempre adorei, “e a gravata”, disse logo centralizando a minha que estava levemente torta, pois eu copiava o “saudoso” estilo Collor de Melo. Torci o bico e sentei logo a mesa para o café. Um babador gigante, improvisado, foi colocado sobre o meu peito. “Eu não quero que o meu bebê chegue sujo no primeiro dia de trabalho, casado... poderiam achar que não estou cuidando bem do meu bebê!” E comecei a tomar café sozinho, pois ela sentou-se na minha frente para admirar-me. “Por que você também não come, querida?” perguntei ao perceber que estava diante de minha esposa (e não de minha mãe). “Ah, quero ficar te olhando” disse olhando mesmo era para o relógio, e em seguida dizendo “mas não demora muito, senão vai se atrasar...” e o rosto diante de mim oscilava entre o da minha esposa e o da minha mãe.
Talvez seja por isso que as sogras tenham má fama, pensei. Quando se trata dos genros, são omissos o bastante para elas pensarem que se o mundo acabar, eles serão capazes de sair correndo e deixarem suas esposas (filhas da sogra) para trás. Quando se tratam de noras, elas ameaçam a soberania possessivo-maternal das mães dos pupilos, de tal forma que a indignação se torna uterina, pois ambas os têm. Saí para o trabalho pensando no quão fora bom ter minha mãe... excelente ter minha esposa que seria aquela continuidade da indisplicência, com a vantagem de que, como diz um poeta amigo meu: "existem coisas que não se pode fazer com a mãe..."

Contradição Humana

Outro dia me vi conceitualizando algumas impropriedades da vida, através da emoção. Assustei-me, abri as janelas, afastei as cortinas e não gostei nem um pouco do que vi. Um velho ex-funcionário meu, que de longe poderia ganhar o que ganho, andando num carro duas vezes (ou mais) mais caro que o meu. Problema nenhum, caso o indivíduo não tivesse diversas histórias de roubo, tendo sido a primeira e grave das que conheço no estabelecimento que eu gerenciava na ocasião.
A história é longa e nem vale tanto a pena ser contada. Sei que o larápio chorou, comoveu, foi remanejado, roubou novamente, acusou os outros, se fez de inocente, e não por acaso me lembrou da Câmara de Deputados, do Senado, e de outras tantas instituições públicas por aí. Diga-se de passagem, que o indivíduo trabalha mesmo é em uma prefeitura.
Soube que ele se rebelou recentemente, pediu demissão, (descobriu falcatruas do patrão – é o mais certo), chorou, chantageou e sabe-se lá a custa de que permaneceu. Disse a boca grande que está ganhando um ótimo salário agora. Esse e tantos por aí me fazem refletir e questionar tudo que aprendi na vida. Às vezes isso me dá um nó no intestino e me faz correr para o banheiro. Consigo, nessas horas, até me sentir um ser humano comum, normal, como tantos outros.
Nas outras horas me sinto desfocado, estrábico, tentando entender onde está à beleza disso tudo. Pesquisei, refleti e acho que estou perto de encontrar o fio da meada. Talvez seja o que podemos denominar de “a síndrome do bom ladrão”. (E entre parênteses afirmo que se questionado, um desses caras-de-pau é capaz de dizer que a coisa é bíblica).
Acho que é assim que acontece... o sujeito diz: vou dar só uma roubadinha, pegar o que é da coletividade, “não têm dono”. Geralmente esses meliantes são simpaticíssimos, de conversas fáceis e grande habilidade vernacular. Outros têm boa aparência, ou cara de coitado. Pior quando mais de uma característica se mistura. Esses sim... tornam-se extremamente eficazes.
Ao roubarem aquilo que “a ninguém pertence”, acreditam (ou querem acreditar) que não estão espoliando ninguém. Mas tudo nessa vida pertence a alguém. Para tudo existe um responsável. Nessas horas, não somente o patrimônio estará sendo despojado. Uma alma também será escafolada por alguma forma de injustiça que o larápio terá gerado.
Pior será o fato de que o meliante ao desfilar nas ruas com o fruto do roubo será denominado de esperto. Sempre entendi esperteza como algo de conotação positiva. Meu entendimento, na verdade, é que sempre sofreu de um estrabismo crônico. Trata-se da velha mania de se querer levar vantagem em tudo, que eu denominava estelionato. E o pior é que essa característica faz parte de muito mais pessoas do que eu possa imaginar.
Não me considero nenhum pouco correto. Conheço meus defeitos, e tento corrigi-los. O problema, francamente, é que nós, seres humanos, temos uma tendência que parece ulterina de querer valorizar aquilo que não presta...

Conversa de Motel

Dia claro, homem e mulher na cama do motel
Já haviam travado a esperada luta e tragavam os seus respectivos cigarros:
Ele - Esses seus peitos... Incrível como podem estar tão firmes, sendo que você já deve estar beirando os trinta.
Ela - Quarenta! 200 ml de silicone de cada lado.
Ele - Viva a medicina!
Ela - Gostei deste seu sorriso... É o seu charme.
Ele - 32 dentes implantados. Mais de 16 horas na cadeira do dentista.
Ela - Viva a odontologia!
Ele - Gostei dos seus cabelos. São naturais, não é mesmo?
Ela - Aplique. Estavam curtinhos. Não quis esperar crescerem.
Mas os seus são...
Ele - Interlace. Nem dá para perceber. Posso até nadar com eles.
Ela - Há mais de duas horas nós estamos transando e você ainda não baixou o mastro. Como consegue? Viagra?
Ele - Prótese. Depois que acaba é só dobrar.
Ela - (perturbada) Pensei que fosse pura excitação... esse clima... o calor... Ele - Mas fiquei excitado, juro... Também, com esse seu bumbum...
Ela - Silicone... Nas batatas da perna também tem um pouco.
Ele - Onde mais você já mexeu?
Ela - Pálpebras, maçãs do rosto, queixo, pescoço, lipo na barriga, culotes, cintura, botox, lifting... e também fiz a "preciosa"...
Ele - Você quer dizer... o "vulcão"...
Ela - Exatamente!
Ele - O que você fez? Períneo?
Ela - Não, mudança de sexo.
O meu nome é Waldemar !!!

A Criação da Mulher

... E Deus fez a mulher... Houve harmonia no paraíso. O diabo vendo isso, resolveu complicar... Deus deu a mulher cabelos sedosos e esvoaçantes. O diabo deu pontas duplas e ressecadas. Deus deu a mulher seios firmes e bonitos. O diabo os fez crescer e cair. Deus deu a mulher um corpo esbelto e provocante. O diabo inventou a celulite, as estrias e o culote. Deus deu a mulher músculos perfeitos. E o diabo os cobriu com lipoglicerídios. Deus deu a mulher uma voz suave, doce e melodiosa. O diabo a fez falar demais. Deus deu a mulher um temperamento dócil. E o diabo inventou a TPM. Deus deu a mulher um andar elegante. O diabo investiu no sapato de salto alto. Então Deus deu a mulher infinita beleza interior. E o diabo fez o homem perceber só o lado de fora.Só pode haver uma explicação para isso: 'O diabo é Gay !!!!!

O Conquistador

Outro dia vi quando um menino que chegava à sorveteria viu aquela menina que estava sentada sozinha à mesa, mais ou menos no meio do salão. Confesso que era uma menina bem bonita, mas não foi esse o caso. Foi aquela situação que todos nós já passamos um dia, e que quando acontece ninguém tem o controle. Melhor é quando acontece com os dois, porque o mico que tiver que ser dado, se torna “bunitinho”.O menino, prá começo de conversa, tropeçou no degrau que separava a sala da sorveteria da calçada. (se eu descobrisse quem inventou o degrau, nem sei o que faria). Na mesma velocidade que ele espalmou as mãos no chão, já levantou. Um riso sem graça tentou disfarçar o rubor do rosto, e seus olhos enxergaram somente a menina ali sentada, veia do pescoço completamente inchada, e o riso (que riso que nada), a gargalhada contida...- Quase caí né? – ele disse prá ela.- É – ela respondeu.Mas ele tinha caído... se levantou rápido, mas tinha caído.- Que degrau prego, né? – ele disse.- É – ela respondeu.Prego mesmo, porque quase pregou ele no chão...- Pensou se eu bato o nariz no chão, ia virar lavar o chão com sangue, né? - É – ela respondeu fazendo uma expressão facial indecifrável, mas estampando um belo sorriso em seguida.O menino aproximou-se todo tímido; tropeçando em uma cadeira que estava encostada na mesa vizinha à da menina e soltou a máxima:- Você tem Orkut?Era só o que me faltava... tava demorando, pensei.- Tenho...Pelo menos dessa vez ela mudou de argumento.- Posso sentar? – perguntou enquanto sentava.- Pode...Sei que saí dali e os dois ficaram conversando... unidos pelo Orkut, acho!!!

Essa coisa de Preceito

Cá no interior ainda existem preceitos que são seguidos. O grande problema, porém, de praticar preceitos em certas horas, é não ter os mesmos recebidos com a devida compreensão. Quando se trata de pessoas jovens que discriminam aqueles que praticam os preceitos, pode-se até compreender. Os jovens não estão muito acostumados com isso. Quando os preceitos são discriminados por pessoas mais velhas, aí a coisa complica. É meio difícil compreender tais discriminações, pois são atitudes que correspondem ao tempo daquele que a recusou. Outro dia mesmo, estava eu estacionado na margem da principal avenida da minha cidade, observando o trânsito, enquanto esperava a minha esposa que entrara num comércio. Era o horário de rush e muitos carros trafegavam por aquela avenida principal quando, de repente, vi uma moto parar no meio da rua. Assim do nada, pensei, o indivíduo para no meio da rua, colocando sua vida e a vida de outros em risco, com aquele sorriso banguela estampado no rosto. A moto só pode ter estragado... ninguém em sã consciência faria uma coisa dessas assim do nada. Fiquei observando o indivíduo e pensando todas essas coisas, naquele parco tempo que não passou de poucos segundos. Mas segundos nessa situação parecem horas. E o cérebro trabalha em velocidade surpreendente para assimilar e decifrar um ato dessa casta, que no primeiro julgamento parece ir contra todos os princípios naturais e sociais. O olhar fixo naquele ponto, quase foi impedido pelo cérebro de ver aquela senhora, quase idosa, atravessando a avenida, caminhando pela faixa central. Ela sim estava correndo risco, pois sua habilidade para se movimentar com rapidez não podia ser das mais ágeis. O motoqueiro humildemente esperava que a senhora atravessasse pela frente da moto, onde a seu ver oferecia segurança. Com um sorriso banguela estampado no rosto esperava que a senhora distinta tivesse sua segurança garantida por ele. ( mesmo ele sendo alguém cuja atitude demonstra a falta de habilitação para pilotar aquele veículo). Mas estava ali, banguela, com o sorriso perdendo sua força, enquanto a senhora distinta o ignorava completamente para garantir sua travessia por trás da moto. Fiquei observando aquela cena e pensando no por que dos preceitos se perderem no tempo. Aquela senhora, que também podemos dizer que é uma pedestre inapta a caminhar pelas ruas da cidade, atravessava fora da faixa de pedestre, próxima a um semáforo. Preferia, ainda, atravessar por trás da moto daquele homem que gentilmente colocava o trânsito em risco para praticar uma gentileza.

Fotos Interessantes do Dia

Maravilha Arquitetônica nessa VIAGEM Mundial